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sábado, 7 de dezembro de 2024

Sobre Cafés e Petit Gateaus

Há contextos nesse olhar
Difere da luz, do peso do ar
Refração indireta, superioridade
Há contextos nessa verdade

Há leveza na maciez dos lábios 
Cujas palavras derrubam os mais sábios
Mas cada gota deles é um vício
Do qual nunca encontrei alívio 

Há caminho nas curvas que tem
Estradas que mostram além
Do horizonte destas ruas 
Muito além de uma verdade nua

Há amor e em verdade abrigo 
Onde me colocou como amigo
Fez morada no colo e fugiu
Do meu coração, ninguém mais viu...

domingo, 11 de fevereiro de 2024

Retorno

Acordei com saudade não prevista
Como, se vi-te em tarde tão bem quista
Ao som dos pássaros, ao voar das borboletas
Entre asas coloridas e pretas
Por fotos, por semblantes e abraços
Mais carinho ainda no falar dos passos.

E foi ontem, foi sempre e será
Saudade essa que me tira o ar
Pois no crepúsculo era chegada a hora
Da saudade doer num agora
Que já era momento de despedida
Naquela dor que a gente sente na vida
Ao deixar nossa mais bela flor do jardim
Para viver a vida, sem perfumes, enfim
E quando volta das pétalas o aconchego
Busco em seu colo um sossego
Como o gorjear dos campos frios
O cantar dos deuses nos rios
E o sol que esquenta a areia
Enquanto, o que quer que a gente leia
Seja nossa leitura mais bela
Vendo a vida passar por cortejo em janelas

quarta-feira, 17 de janeiro de 2024

Calmaria

Você é a melhor poesia que o universo já deu na minha vida um dia.
É brisa na tempestade e onda forte na minha calmaria.
É força que enxuga lágrimas e mantém viva a alegria.
Seu amor tem sido os momentos onde a luz me guia.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Com você

Com você ao meu lado
Parece que o mundo tem jeito
Tudo fica tão perfeito
Que nem fico mais assustado

Com você, as coisas fluem devagar
E quando você sorri assim
Sinto que a melhor parte de mim
Está nadando em um novo mar

Com você, nada parece ilusão
É como se um universo inteiro
Fosse um eterno passageiro
Na viagem do meu coração

Devoro-te

Eu quero decifrar suas curvas
Com a sagacidade de uma esfinge
Cujas palavras lhe deixariam turva
Tal qual meu toque que lhe aflige

Eu quero decorar seus lábios
E meditar sobre suas madeixas
Como o mais tolo dos sábios
Ao refletir sobre o amor de uma gueixa

Eu queria transcrever suas coxas
Em manuscritos da sua flor
Que mesmo em face a todo o amor
Declama meu corpo em folhas frouxas

Eu seria orador das suas costas
E discursaria sobre seus seios
Me fartando como em mesa posta
Do mais sublime dos teus anseios.