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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Eu, Palhaço

Eis-me aqui, então
Atento à própria tragédia
Forçando o caminho à comédia
Quando a boca toca o chão

Entre sátiras e ironias
Entre bizarrices e caretas
Eu sou aquele que faz poesia
Do gosto amargo da sarjeta

Seja pelo silêncio, que tudo diz
Um nariz velho que assim se vai
É o último chamariz
Daquele que da ribalta não cai

E chorar o que vem escondido
Abafar o que explode em mim
E soltar em risos o que é suprimido
Para gargalhar de tudo no fim.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Azul-Casu

Azul-casuarina
Filho da colombina
Que dança e torna a dançar
Azul da cor do mar
Como o sol a girar
Nesse mundão de bem-amar
Azul da cor do céu
Do rio, barcos de papel
Que me deixam sem respirar!
Azul, dos olhos das fadas
Que por serem destoadas
Acham o tom e vem cantar!

Esse é o azul do samba
Azul esse de gente bamba

Que festeja na porta do bar
É o mesmo azul do olhar
É o azul casuarina
Que nos leva e deixa levar...